LINGUA DE CÃO e LITANIA

Do berço à arrastadeira não irá mais do que um passo.*

 

Partindo da situação criada pelo primeiro confinamento, as ruas desertas e o silêncio ensurdecedor das ruas desertas, Francisco Luís Parreira propõe-nos uma reflexão acerca do homem na sua posição terminal, o homem olhado pelo seu amigo, o cão, e o homem observado pela sua amiga, a morte. Criámos um espaço, ruína invadida por raízes, onde a vida é já uma insignificância, onde estes dois monólogos, Língua de Cão e Litania, pudessem permanecer e subsistir ao confinamento das almas. As verdadeiras árvores são apenas imagens daquilo que já foram, projetadas na parede negra da ruína, a água goteja sem parar como presença da natureza que insiste em fazer-se notada, o homem reside neste espaço de ninguém falando com os seus fantasmas.

 

(…)as pessoas não aguentam estar em casa, ia eu pensando, mais depressa se expõem ao vírus do que ficam a sós consigo mesmas(…)* 

 João Cardoso

*Francisco Luís Parreira (LITANIA)


Texto de Francisco Luís Parreira
Encenação: João Cardoso
Interpretação: Pedro Frias

 

Cenografia e figurinos: Sissa Afonso
Desenho de Luz: Nuno Meira
Sonoplastia: João Oliveira
Vídeo de cena: Marta Lima

 

Realização registo e montagem vídeo: Agente a Norte | Marta Lima e Sara Marques

Gravação, mistura e pós-produção de som: João Oliveira

Interpretação tema musical: Inês Afonso Cardoso e Rúben Pérola


Técnico de luz: Pedro Teixeira
Operador de vídeo de cena: Pedro Quiroga Cardoso
Construção e montagem cenográfica: Tudo Faço | Américo Castanheira


Produção executiva: Marta Lima
Fotografia de cena: Marta Lima e Sara Marques

Duração espetáculo: 1h20

M/ 14